No dia 25 de setembro é comemorado o Dia do Rádio. A data foi escolhida em comemoração do aniversário de Roquete Pinto, considerado “Pai do Rádio Brasileiro”. Em 1923, Roquete inaugurou a primeira rádio do Brasil, a Sociedade do Rio de Janeiro. Vale lembrar que a primeira transmissão de rádio no país já havia ocorrido no dia 7 de setembro de 1922, para um discurso de Epitácio Pessoa, na época presidente do Brasil.
Segundo fontes histórias o inventor do rádio foi Guglielmo Marconi, com a criação do “telégrafo sem fio” em 1896. A invenção do italiano proporcionou o desenvolvimento do rádio que conhecemos hoje. Porém é de conhecimento nacional que o rádio poderia ter nascido no Brasil, em 1894, nas mãos de Roberto Landell de Moura, com o desenvolvimento de um aparelho semelhante ao telégrafo de Marconi, transmitindo e receptando sinais em São Paulo, mais precisamente da Avenida Paulista até o bairro de Santana (Zona Norte).
Hoje, com a utilização de várias faixas e formatos de radiodifusão, o Brasil se vê as vésperas de definir sua entrada em mais uma era da história do rádio: o radio digital. Conforme noticiado através do Rádio News do Tudo Rádio.com, o padrão de rádio digital em nosso país poderá ser definido em 2010, com a escolha do sistema norte-americano IBOC para as nossas transmissões (o padrão digital europeu DRM também está no páreo). Atualmente 13 emissoras brasileiras transmitem de forma experimental em sistema IBOC de rádio digital.
“Para o rádio, o maior dos desafios é, sem dúvida, sua própria sobrevivência a médio e longo prazo, diante de tantas mudanças tecnológicas e dos modelos de negócios”.Essa é a declaração do jornalista Ethevaldo Siqueira
O desafio não se restringe aos EUA e contrasta o tradicionalismo centenário com mídias consideradas recentes como a Internet e modelos como YouTube, blogs e podcasts, que segundo Ethevaldo, competem diretamente com o rádio e televisão, embora o maior prejuízo seja o do rádio.
O presidente da NAB, David Rehr, não deixa de lado a preocupação pelo fato de a nova geração dispensar o rádio e também a TV, embora em menor escala. Segundo ele, a parte negativa do YouTube é causar a falsa impressão, a especialistas da feira, de caracterizar a radiodifusão como obsoleta.
A discussão acerca do assunto surge a partir do maior número de opções ao consumidor.
“A força desses novos produtos e tecnologias é, sem dúvida, imensa, a ponto de desorientar as emissoras, grandes, médias ou pequenas”, diz Ethevaldo.Sobretudo, Rehr é otimista. Injeta ânimo na comunidade dos radiodufusores e alerta para desafios constantes na profissão. Com informações da AdNews.
Acredito que o rádio, assim como a TV digital, vão se reinventar. Novos modelos trarão ao rádio outras possibilidades. A própria geração de satélites alimentou uma transformação radical ao rádio. Vide o exemplo da Rede Jovem Pan entre outros.
As incertezas são péssimas para um bom planejamento, mas os profissionais de rádio não tem outra opção do que estar atentos as novas formas e acima de tudo, encarar a tecnologia como uma aliada do que uma ameaça.
A indústria da música é um bom exemplo. “Acordaram” tarde para a música na internet e sofreram um bocado com seu modelo de negócios arcaico e proprietário.
Ademais, as preocupações não se restringem somente aos profissionais de rádio, afinal nos últimos anos o processo de evolução e transformações, sem dúvida nenhuma, é algo único em toda a história da humanidade.
É fato inconteste a grande
importância da Internet no mundo atual. Sua presença no desenvolvimento de
negócios novos e tradicionais é absoluta, dispensa maiores apresentações.
Também, no mundo acadêmico, cultural e ainda de forma incipiente, na
distribuição de conteúdo de entretenimento e notícias em tempo real.
Tanto que a Internet vem
complementar a lacuna existente da não divulgação de notícias e história de
tantos povos, que não interessam aos grandes detentores dos meios ge comunicação
globalizados. A Internet é utilizada pela grande maioria das emissoras de ondas
curtas na divulgação de notícias, eventos, cultura enfim, tudo relacionado aos
seus respectivos países.
Entretanto, a Internet, a
mais poderosa e difundida ferramenta de mídia a disposição de nossa civilização
nunca irá substituir o rádio. E o pior : não é por questões tecnológicas. É
verdade que para que a tecnologia da Internet substitua a rádio com a sua
abrangência local, seriam necessários muitos bilhões de dólares de investimento
em infra-estrutura de telecomunicações e informática. E aí está o principal
problema : o capitalismo com seu atual modelo de concentração de renda dentro do
contexto da globalização, conseqüentemente limita a capacidade de acesso
as inovações tecnológicas por uma grande maioria; assim sendo, não conseguirá
justificar o retorno destes investimentos. Logo, o rádio continuará por muitos e
muitos anos como o principal ( senão o único ) meio de comunicação em grande
parte do globo terrestre.
Nos ataques recentes dos Eua
e Inglaterra ao Afeganistão, o primeiro alvo - o número 2 aliás em todas as
guerras - foi a destruição das torres de TV e rádio. O primeiro alvo normalmente
é a verdade dos fatos. O mesmo ocorreu em Kosovo recentemente. Durante a
destruição em massa da infra-estrutura destes países, o rádio de ondas curtas
era a única forma da população obter informações do que acontecia ao seu redor.
Tanto que os próprios Eua levaram transmissores móveis de ondas curtas e até
houve distribuição de rádio para alguns povoados, de forma a transmitir em
idioma nativo - Pashtun - propaganda oficial da guerra que promoviam.
É fato que a Internet é uma
poderosa fonte de informações, mas sempre será um complemento ao rádio, pois
este tem abrangência mundial, não requer computador, linha telefônica, pagamento
de assinatura de acesso, nem está limitado ao espaço físico. Com um simples
rádio podemos escutar as emissoras de forma geral, a qualquer hora e em qualquer
lugar, sem sermos rastreados conforme ocorre na Internet, e sem sermos
censurados e policiados.
Atualmente, a maioria das
emissoras internacionais de ondas curtas está na Web através de seus respectivos
sítios, algumas inclusive, disponibilizam as transmissões em tempo real
utilizando a tecnologia de streaming. Além de importantes informações
institucionais, grande parte utiliza para publicar notícias, cursos de idiomas,
cultura de seu país e também, utilizam a ferramenta de correio eletrônico como
uma forma de comunicação com os ouvintes.
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